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PERNES FESTEJOU O 25 DE ABRIL



O programa anunciado pela Junta de Freguesia, com o convite à População, foi cumprido e bem, revestindo-se da maior dignidade. Na tarde do dia 24 de Abril, o Concerto pelo “Rubro” com a participação do baixista João Ricardo, teve que ser transferido em cima da hora, devido às condições meteorológicas, da frente da Junta para o Salão de Sessões, onde se realizou num clima de maior intimidade e participação do público presente.

O reportório de Zeca Afonso foi passado em revista, num exercício de sensibilidade e virtuosismo, e algumas das suas canções mais emblemáticas foram cantadas em coro. No final, Salomé Vieira, Presidente da Junta, num emocionado improviso, agradeceu a participação de todos e congratulou-se com a qualidade do grupo.
No dia 25 de Abril, o Içar da Bandeira, ao som do Hino Nacional, foi sublinhado por uma simbólica Solta de Pombos.

Seguiu-se de imediato a Sessão Solene Comemorativa, com grande participação, que teve momentos de forte significado. Representando vários gerações, desde o pequeno Ricardo Cintrão, que interpretou ao piano dois trechos de Beethoven, “Para Elisa” e “Hino à Alegria” da 9ª Sinfonia, aos jovens, Bruno Oliveira e Sara Martins, até ao veterano Vicente Batalha, que em conjunto disseram excertos do poema “As portas que Abril abriu” de Ary dos Santos.

A Sessão foi presidida pelo Presidente da Assembleia de Freguesia, Pedro Teopisto, que tinha a seu lado a Presidente da Junta, Salomé Vieira, tendo a Mesa sido completada com os representantes do PSD, Sérgio Tormenta, do PS, André Ribeiro e da CDU, Óscar Henriques. PS e PSD prescindiram do uso da palavra, e assim, o representante da CDU, Óscar Henriques, foi o primeiro a intervir, saudando o 25 de Abril e os seus avanços civilizacionais, e colocando algumas interrogações do cidadão comum ao caminho que o rumo do país tem levado.

Salomé Vieira fez a sua intervenção, começando por agradecer a participação de todos os que tornaram possível e valorizaram as comemorações, revisitou a memória do Portugal antes da Revolução, “orgulhosamente sós”, em guerra, com medo, fome e sem liberdade, e sublinhou a dimensão e alcance das grandes transformações sociais e políticas que se seguiram. “O que nós festejamos é a Liberdade, que foi restituída ao povo português”, e evocou Salgueiro Maia, todos os militares de Abril e do Movimento das Forças Armadas, cujo gesto libertador agradeceu. “O país está como está, não por causa do 25 de Abril, mas porque não foi cumprido o 25 de Abril, porque nos afastamos dos seus ideais, e nisso somos todos culpados”. “É preciso viver de acordo com o que se pensa e com os ideais que se professam, não se pode dizer uma coisa e fazer outra, é preciso servir o povo e não servir-se do povo, é preciso servir a causa pública e não servir interesses pessoais e privilégios”, acrescentou, tendo terminado com Vivas ao 25 de Abril, a Pernes e à Liberdade.

O Presidente da Assembleia encerrou as intervenções, recorrendo às suas palavras na mesma cerimónia do ano anterior, que considerou actuais e leu o artigo 1º da Constituição da República, fazendo várias críticas aos políticos nacionais e locais, “a culpa é dos políticos, não é do povo”, disse, considerando inevitável, mais tarde ou mais cedo, uma nova revolução.

A Sessão Solene encerrou com o Hino Nacional, cantado em coro pelos presentes. De seguida, três dezenas de pessoas de participantes de várias idades partiram para o Passeio de Cicloturismo, tendo o sinal inicial sido dado pela Presidente, Salomé Vieira. No final, realizou-se uma sardinhada convívio no Largo do Rossio, que se prolongou pela tarde.



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