Subscreva a nossa Newsletter:





 
 

"PERNES NA IMPLANTAÇÃO DA REPÙBLICA" - COMEMORAÇÃO DO 5 DE OUTUBRO

Eram 10H30, quando se ouviu o Hino Nacional, e a Presidente da Junta de Freguesia, Salomé Vieira, e o Presidente da Assembleia de Freguesia, Pedro Teopisto, içaram solenemente a Bandeira Nacional e da Freguesia de Pernes, nos mastros do edifício da Autarquia.


Com o Salão de Sessões bem composto de público, destaque para a presença dos Eleitos locais, todos os elementos do Executivo e oito elementos da Assembleia de Freguesia, bem como, de antigos autarcas.


Constituída a Mesa, presidida por Salomé Vieira, seguiu-se de imediato, a Sessão Solene, que a Presidente declarou aberta. Começou por agradecer a presença de todos, enquadrou as Comemorações do Centenário da República no espírito de unidade nacional, que está a percorrer o País, referindo a importância da história local, na efeméride.


A Vicente Batalha, coube a intervenção de fundo, que contextualizou a República e os seus ideais e princípios, enalteceu o seu significado e importância, e traçou o quadro de Pernes, em 1910, e até 1928, com factos, acontecimentos, realidades e personalidades locais. A dado passo, o orador referiu que “Pernes, a nossa terra, foi sempre marcada pela Cultura.

E, quando a Cultura, senhoras e senhores, deixa de ser o paradigma da relação com o outro, a colectividade perde o lugar confluente onde se cruzam os preceitos éticos e estéticos que a justificam”, disse. Vicente Batalha referiu como marcas da República, entre outras, a Educação e a luta contra o analfabetismo (71% da população portuguesa), uma nova Ética e Consciência Cívica, a dignificação da Mulher, e sublinhou que “a História, é o que é, é o que foi, não pode ser reescrita, emendada, rasurada, censurada, falsificada, como alguns escribas de serviço vêm fazendo, a seu belo prazer e em louvor de quem dá mais.

A História encerra grandezas e misérias, não fosse ela feita, dia a dia, ano a ano, século após século, por homens, umas vezes, heróis, outras, vilões, umas vezes, íntegros, coerentes e leais, outras vezes, traidores, subservientes e videirinhos, umas vezes, servindo o próximo, o país e o bem público, outras vezes, servindo-se a si próprios, á tripa forra, com privilégios, benesses e prebendas. Afirmando que a República, como todas as mudanças, não foi feita com régua e esquadro, e teve excessos, arbitrariedades e vinganças, Vicente Batalha acrescentou que “a República não é um regime político entre outros. É um ideal de combate”. Concluiu com Vivas, a Pernes, a Portugal e á República.


Falou de seguida Pedro Teopisto, que fez breves considerações sobre a Monarquia, e o seu papel nos Descobrimentos, a República e o 25 de Abril, e sobre as dificuldades actuais.


Salomé Vieira fez alguns sublinhados e notas sobre a intervenção de fundo, renovou os agradecimentos e deu por encerrada a Sessão Solene.

Ouviu-se de novo o Hino Nacional. Muitos dos presentes encaminharam-se para o Cemitério.

A Presidente da Junta, Salomé Vieira, colocou uma coroa de flores no Jazigo da Família Theriaga, onde se encontram os restos mortais de Carlos Theriaga Júnior, e convidou o Dr. Raúl Violante a depositar outra coroa de flores, na campa de Manuel dos Santos Violante, seu bisavô, tendo este proferido uma breve evocação do seu funeral, conforme relatório da PIDE, encontrado na Torre do Tombo.
  
A Junta de Freguesia foi muito felicitada por ter levado a efeito as Comemorações do Centenário da República.



Voltar